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5 de outubro de 2009

4 de outubro de 2009

Homenagem




"Há momentos em que parto não sei para onde. Navegação espiritual. Ou dispersão na terra abstracta, a única que se vê quando não se vê. São as grandes caçadas dentro de mim mesmo, a busca da magia perdida, uma palavra cintilante, uma perdiz imaginária, um sopro, um ritmo, uma espécie de bafo. Como o teu. Às vezes sinto-o, outras não. Mas sei que estás aí, algures, enroscado na minha própria solidão."

Cão como nós, Manuel Alegre

15 de fevereiro de 2009

O Animal



Animal repousado na luz de uma tarde amena, tão belo como nunca outro poderá ser, lambes as patas feridas pelo caminho de pedras.



Almofadas de nuvens
Botões no nariz
Panos revestem-te a espuma.
A cabeça é madeira: Dura.
Pés de algodão.
Barriga é doce mel.
Levitas e observo-te.